Análise – I, Hope

Ajude a combater o câncer, com esse game indie.

Introdução

I, Hope se passa em um universo fictício composto por ilhas voadoras, quando um ser maligno denominado “Cancer” começa a atacar as ilhas, e você no papel de Hope, tem que percorrer as ilhas e salvá-las da destruição enfrentando Cancer. I, Hope (uma adaptação de algo como, “Eu, Creio” ou “Eu tenho Esperanças”) traz uma história de superação com uma ótima filosofia de vida da protagonista.

No total você deve percorrer as ilhas Knowledge (Conhecimento), Strength (Força), Courage (Coragem), Support (Suporte – Amizade) e Mysterious (Misteriosa). Cada ilha contém um item para fortalecer Hope na sua jornada e traz ensinamentos para quem está jogando, criando uma profundidade com o jogador.

O jogo foi feito por Kenny Roy do estúdio Arconyx, em parceria com o estúdio de animação Anomalia LABS, sendo que todo o valor arrecado será doado para crianças com doenças potencialmente fatais e suas famílias, através do GameChanger. Além disso o jogo teve um apoio da Microsoft, e saiu para o Xbox One no ID@Xbox.

Enfrentando e purificando inimigos

Som

Os efeitos sonoros do game, são simplistas, indicando quando adversários vão atacar, os seus ataques e poderes, mas são acertivos no que é necessário. As músicas também são em sua maioria simplistas, trazendo uma pouca profundidade para a obra.

Acessando a parte para navegar entre as ilhas

Porém, existem músicas extras, que são geradas ao coletar a palavra HOPE em cada ilha, e essas músicas são acessadas em uma caverna, elas são espetaculares, trazendo motivação para quem enfrenta tal doença.

Inicio de uma das ilhas

O jogo não tem nenhum suporte ao português, e para alguns enigmas, talvez será necessário entender um pouco de inglês.

Gráfico

O gráficos do game, são simplórios, porém, apesar de ser um jogo indie, é notável que tiveram um capricho com pequenos detalhes, como efeitos de luzes e sombras. Por exemplo, existe uma fase que você está em uma ilha com ruínas (parecidas com ruínas egípcias), e nas frestas que o Sol entra nas ruínas, é possível notar pequenas partículas passando na luz, como na vida real em que vemos poeira passando nessas frestas.

Olhando a profundidade dos cenários

Outro ponto é o Level Design do game, pode parecer pacato, mas tem muitas coisas que existem por um propósito, por exemplo, na primeira ilha, a do Conhecimento, você acha um par de óculos para poder estudar e ver caminhos que antes não estavam disponíveis. Eu estava em uma ponte enfrentando um inimigo e toda hora eu caia, e o inimigo não, e ao usar o poder do Conhecimento, notei que tinha um buraco na ponte, achei interessante isso.

Criando plataformas

Controles

Os comandos do game são simples, sendo:
Analógico Esquerdo – Movimenta personagem
Analógico Direito – Movimenta câmera
A – Pula
X – Bate
Y – Usa poderes especiais
Direcional – Muda de poder
LT – Sugar energia dos inimigos
RT – Atirar a energia sugada

Ao acessar a caverna das músicas, são mostradas várias mensagens de crianças que contribuíram no jogo

A jogabilidade do game é fluída, apesar de conter um ou outro bug, é interessante ver como o jogo foi construído, lembrando antigos jogos de plataforma na geração 128 Bits.

Ao vencer um inimigo, uma energia fica rodeando ele, essa energia pode ser sugada e depois atirada com um golpe mais forte.

A cada ilha, é desbloqueado um novo poder para Hope, sendo no total 4:
Conhecimento – Um par de óculos, ao usar esse poder é mostrado passagens secretas e trechos do caminho são realçados (por exemplo, para solucionar quebra cabeças)
Força – Um par de luvas, com elas é possível mover blocos e objetos, além de dar mais dano aos oponentes
Coragem – Dois pratos, ao tocar você paralisa inimigos e objetos por um curto período de tempo
Amizade – Corneta, ao usar, surge uma plataforma no formato de ponte, com os amigos que foram libertados durante a jornada

Utilizando o som para parar as plataformas

Diversão

O jogo é bem simples, e possui pouca dificuldade, talvez em 1 ou 2 partes apenas em que você deve se atentar mais. No caso dos inimigos e chefes, é só estudar seus movimentos e saber como atacar (cada tentáculo do Cancer que está em uma ilha, deve ser atacado com os poderes desbloqueados daquela ilha).

O que me cativou no jogo, foi o fato de que se ao interpretar a história, você percebe nitidamente, a luta de uma criança contra o câncer, e isso torna a aventura emocionante, e esperançosa.

Conseguindo um dos itens

Cada ilha leva cerca de 15 a 30 minutos para ser concluída, dando uma média de 1 hora e meia de jogatina.

Outras informações

Se você se interessou pela temática, deixo o link que mostra como o game foi desenvolvido, com trechos de entrevistas com os envolvidos, está em inglês, Gaming meets good – Cancer battles take on new life in upcoming Xbox game “I, Hope”.

Making of do jogo

Preço

Na Steam, o jogo está R$ 20,69, Clique Aqui para saber mais.

Na Xbox Live, o jogo está R$ 19,00, Clique Aqui para saber mais.

Enfrentando o Cancer

Considerações Finais

I, Hope é um jogo simples, com pouco desafio, porém com uma profundidade na história, de maneira única, demonstrando uma luta travada contra o Cancer.

Como toda lucratividade do game será doada, acho que por 20 reais vale mais que a pena.

Bom pessoal, por hoje é só.

Abraços e até a próxima.

About Daniel Atilio

Analista e desenvolvedor de sistemas. Técnico em Informática pelo CTI da Unesp. Graduado em Banco de Dados pela Fatec Bauru. Entusiasta de soluções Open Source e blogueiro nas horas vagas. Autor do projeto Terminal de Informação, onde são postados tutoriais e notícias envolvendo o mundo da tecnologia.

Daniel Atilio

Analista e desenvolvedor de sistemas. Técnico em Informática pelo CTI da Unesp. Graduado em Banco de Dados pela Fatec Bauru. Entusiasta de soluções Open Source e blogueiro nas horas vagas. Autor do projeto Terminal de Informação, onde são postados tutoriais e notícias envolvendo o mundo da tecnologia.