Conferindo a insanidade de Crash N Sane Trilogy

Que tal reviver o passado no presente, nesse grande remaster de um dos personagens mais carismáticos dos games?

Introdução

Crash Bandicoot foi projetado originalmente pela Naughty Dog, onde o game do marsupial saiu exclusivamente para o primeiro Playstation, desde então o jogo passou pelas mãos de outras developers e publishers. Na geração atual, a Activision trouxe para os fãs, a coletânea dos 3 primeiros jogos totalmente remasterizados em alta definição. O nome da coletânea até faz trocadilho com os nomes usados nos games, Crash Bandicoot N Sane Trilogy.

No primeiro game da saga, o cientista Dr. Neo Cortex, junto com seu ajudante Nitrus Brio, planejam criar um exército de animais mutantes. A máquina que transformava os animais não estava 100% completa (chamada Vórtice de Cortex), mas Dr. Cortex quer testá-la com um Bandicoot. O teste é realizado com Crash e o experimento falhou, Crash não ficou malvado, e acaba fugindo do castelo, mas ele esquece Tawna para trás. Então ele volta para salvar sua Crush rs.

Em Crash Bandicoot 2: Cortex Strikes Back, Dr. Cortex sobrevive a queda que teve ao enfrentar Crash no primeiro game. Ele cai dentro de uma caverna, onde ele vê um Cristal diferente, com a cor Rosa, então ele tem uma ideia. O cientista monta uma estação espacial, trabalhando junto de seu novo assistente, Dr. N. Gin.

Que tal um frango assado? rs

Dr. Gin avisa Dr. Cortex que para ativar a nova máquina, vão precisar de mais 25 cristais, mas eles estão espalhados pela Terra. Dr. Cortex abduz Crash para sua nave, que diz para o marsupial que havia desistido do mal, sendo que ele descobriu uma força misteriosa que está prestes a destruir o planeta, e a única maneira de detê-la é coletando os cristais.

Em Crash Bandicoot Warped (Crash 3), após a destruição da estação do Dr. Cortex, um dos pedaços cai na Terra em um monumento antigo, libertando uma entidade do mal. Essa entidade, é chamada de Uka-Uka (irmão da máscara que auxilia o Crash, a Aku-Aku). Uka-Uka briga com Dr. Cortex, por causa de sua incompetência, pois todos os cristais e diamantes se perderam no espaço-tempo. Uka-Uka, fala de seu novo aliado para ajudar na dominação mundial, o Dr. N. Tropy, criador do chamado Tornado Temporal e mestre do Tempo. Crash junto com Coco (sua irmã) e Aku-Aku, partem para o Tornado Temporal, e começam a viajar no tempo para impedir que Uka-Uka e o Dr. Cortex consigam os cristais.

Som

Assim como nos games do primeiro Playstation, as músicas são excelentes, trazendo aquela sensação de desenho animado, como na fase que o Crash sobe em cima do javali e toca uma música rápida. Ou contra o Neo Cortex, que toca uma similar aquelas de disputas de faroeste rs.

Qualquer dos 3 jogos, se você parar, consegue lembrar claramente as melodias. No Crash 1, as fases dos índios com gritos aos fundos. No Crash 2, as fases de perseguição do Ursão com uma pegada de adrenalina. No Crash 3, as fases da Arábia com sons de espadas.

Acho que a planta deve estar com fome

Isso para citar apenas 3 exemplos, e nesse remaster, pegaram todas essas músicas e deram uma repaginada nelas, mantendo o alto nível de qualidade.

Nos Efeitos Sonoros, a qualidade continua impecável. Parecem ser detalhes pequenos, mas fazem toda a diferença, como o som da TNT prestes a explodir, ou quando o Crash morre e ele solta aquele grito “Outch”. E como esquecer do Aku-Aku, que ao pegar a máscara você ouve um som, que para mim sempre foi “Buperga” rs.

Dando um rolê de javali

Gráfico

Os gráficos da coletânea estão extremamente bem feitos, tudo muito colorido e bem feito. A modelagem dos personagens e cenários, ao mesmo tempo que seguiu o padrão dos games antigos, conseguiram dar uma repaginada e uma atualizada no visual.

Cito como exemplo, a fase do Crash 1, que ele está dentro de um templo, e os efeitos de fogo e iluminação, realçam bastante no Crash, além de ser nítido a sombra e o detalhamento de todos os objetos.

Indo para o futuro

Até conversando com o meu irmão, na fase da Arábia no Crash 3, nos bônus, as torres ao fundo, existem detalhes em dourado. Tudo isso combinando, formam um resultado como se o jogo fosse um desenho animado em 3D, similar aos trabalhos da Pixar e DreamWorks.

Primeira fase

Controles

Os comandos do game são bem simples:
A – Pular
X – Girar
Y – Verificar quantidade de caixas / vidas / frutas
B – Agachar (a partir do Crash 2)
Ir andando e pressionar B – Escorregar (a partir do Crash 2)
Pular e apertar B – Dar Barrigada (a partir do Crash 2)

Além dos comandos básicos, no Crash 2 e 3, você desbloqueia os sapatos de corrida, poder usado para bater os tempos no Time Trial. Esse comando é acionado ao pressionar o gatilho RT.

Correndo de bolas gigantes

No Crash 3, você desbloqueia além dos sapatos de corrida, os seguintes poderes:
Pulo Duplo – Apertar o A durante um pulo
Super Barrigada – Ao dar uma barrigada, todas as caixas ao redor também são destruídas
Super Giro – Pressionar o Girar várias vezes, faz com que Crash rodopie sem parar podendo até planar no ar
Bazuca – Ao pressionar o Gatilho LT é mostrado uma bazuca que atira frutas.

As mecânicas do game continuam as mesmas, você pode coletar 100 frutas (Woompa Fruits) para ganhar 1 vida. O Crash não pode tomar nenhuma pancada, com exceção quando se está com a máscara Aku-Aku. Ao Coletar 3 vezes a Aku-Aku ganha se um curto período de tempo de invencibilidade.

Existem vários tipos de caixa no game, basicamente você deve quebrar todas as caixas para conseguir um diamante no fim da fase. As caixas de TNT, ao pular em cima, existe um contador de 3 segundos, sendo que ao acabar esse tempo, acontece uma explosão. As caixas de Nitro (a partir do Crash 2), não podem ser tocadas, senão é explosão instantânea.

E essa toxicidade ai jovem?

Uma diferença dessa coletânea, para os jogos originais, é na física do game, aproximando mais aos games de hoje em dia.

Outra observação na mudança do game, é que também adicionaram a Coco para ser jogada, não apenas em algumas fases do Crash 3, mas em qualquer outra fase. A jogabilidade dela, é exatamente igual a do Crash.

Diversão

Crash é Crash né rs… Os 3 games continuam extremamente divertidos, e um dos pontos que mais me agradaram, era um recurso exclusivo do Crash 3, que é o número de caixas faltantes, em qualquer parte da fase ao pressionar o Y. Nos dois primeiros games, você só sabia o número de caixas faltantes ao chegar no fim da fase, agora em qualquer momento, você consegue verificar isso.

Outro recurso interessante que adicionaram, foi o Save Automático, e isso acaba sendo bem legal, ainda mais se formos comparar que o antigo Crash 1, ou era Password, ou era passar fase sem morrer pegando todas as caixas rs.

Conversei com um amigo meu, e ele me disse que achou a coletânea mais difícil que os originais. Eu não achei isso, acho que as pessoas começaram a jogar pelo Crash 1, que realmente é mais difícil que os outros e acabam associando isso. Por exemplo, se começar a jogar pelo Crash 3, vai perceber como ele é fácil.

Através disso, entramos num ponto, que talvez seja o único que eu não tenha gostado da coletânea. O Level Design do Crash 1 foi totalmente pensado para deixar o jogador atento, com passagens secretas, caixas escondidas, plataformas que você deve esperar, fases grandes, etc. Então para quem não está acostumado, isso pode ser frustrante, porém não é esse o ponto negativo, mas sim a adição de Time Trials.

Agora, dando um rolê de moto

O Crash 3, foi pensado em ter Time Trials para dar um tempo a mais de jogo, e inclusive combinando com a história (Dr. N. Tropy). Até entendo que queriam dar uma longevidade maior ao Crash 1 e ao Crash 2, porém apenas o segundo jogo ganhou o “poder dos sapatos de corrida”. Se o Crash 1 não foi pensado para ser um jogo rápido, não teve a adição de poder especial para correr, os Time Trials acabam sendo chatos e bem difíceis.

Porém, ao mesmo tempo que fizeram isso, também deixaram o Crash 1, um pouco mais fácil. No Playstation 1, você precisava passar a fase sem morrer, incluindo os bônus, para poder pegar o prêmio no final, e poder salvar ou anotar o password. Na coletânea, com exceção dos diamantes coloridos, todos os outros, você pode morrer tranquilamente nas fases. Essa era uma preocupação minha, pois na segunda fase da ponte, digamos que no PS1 você suava sangue para passar rs.

Cada jogo leva cerca de umas 3 horas para ser completado no final falso. Eu zerei com meu irmão, com cerca de 12 horas de jogo, incluindo a DLC Stormy Ascent (só nessa deve ter ido 1 hora, ooo fase zuada rs), sendo que tentamos pegar o máximo de diamantes possíveis. Acho que para o final verdadeiro e pegar todos os Time Trials no nível Platina, vai um tempo bom ai, no How Long To Beat, existem estatísticas, e a média é de 40 horas.

Outras informações

A coletânea foi lançada primeiramente para o Playstation 4, e teve um tempo de exclusividade. Agora está disponível para Xbox One, Nintendo Switch e Steam.

Ah se você tiver curiosidade, nós do Aperta o X, fizemos um artigo sobre os direitos do Crash. Se tiver interesse, leia Por que a Sony não tem os direitos do Crash Bandicoot?

Polar, o velho e inseparável amigo

Preço

Na PSN, o jogo está R$ 149,90, Clique Aqui para saber mais.

Na Steam, o jogo está R$ 150,00, Clique Aqui para saber mais.

Na Xbox Live, o jogo está R$ 150,00, Clique Aqui para saber mais.

Crash com a máscara no rosto

Considerações Finais

Assim como na década de 1990, Crash continua sendo extremamente divertido, com alguns momentos desafiadores.

O jogo em mídia digital, assim como outros da Activision, possuem preço que dificilmente abaixa, só em uma ou outra promoção. Se quiser comprar mesmo, talvez seria ideal procurar a mídia física do jogo.

Para quem gosta de jogos de plataforma, Crash Bandicoot N Sane Trilogy é indispensável, trazendo saudosismo com modernidade, dando aquela velha sensação prazerosa de passar fase a fase.

Abaixo um vídeo de gameplay do nosso canal, se possível se inscreva lá e dê um joinha no vídeo para nos ajudar XD.



Bom pessoal, por hoje é só.

Abraços e até a próxima.

About Daniel Atilio

Analista e desenvolvedor de sistemas. Técnico em Informática pelo CTI da Unesp. Graduado em Banco de Dados pela Fatec Bauru. Entusiasta de soluções Open Source e blogueiro nas horas vagas. Autor do projeto Terminal de Informação, onde são postados tutoriais e notícias envolvendo o mundo da tecnologia.

Daniel Atilio

Analista e desenvolvedor de sistemas. Técnico em Informática pelo CTI da Unesp. Graduado em Banco de Dados pela Fatec Bauru. Entusiasta de soluções Open Source e blogueiro nas horas vagas. Autor do projeto Terminal de Informação, onde são postados tutoriais e notícias envolvendo o mundo da tecnologia.