Análise – Dead Cells

Confira a análise que fizemos de Dead Cells.

Introdução

Em agosto de 2018, a Motion Twin veio com uma proposta de um jogo que faz uma fusão de roguelike com metroidvania, num ambiente medieval e com gráficos lindos. Estamos falando de Dead Cells, que está disponível para PC, Playstation 4, Xbox One e Switch, que assim que nós recebemos uma cópia eu não parei mais de jogar e depois de quase 20 horas de jogo ainda estou jogando e acho que não vou parar tão cedo.

Som e Gráfico

O jogo tem uma ótima trilha sonora, remetendo a músicas medievais, que ajudam na imersão do jogo, segue abaixo até um exemplo da música que é tema da abertura.

O jogo não contém dublagem, todos os diálogos são através de textos, acredito que uma boa dublagem pudesse fazer uma diferença.

O gráfico desse jogo é lindo, é um jogo de plataforma em pixel art, mas cada inimigo, arma, cenário é feito de forma primorosa, é um dos jogos de plataforma em pixel art que considero mais bonitos dos últimos anos.

Diversão

Entrando um pouco na história do jogo, nosso personagem aparentemente está vivendo em um looping dentro de uma prisão, sendo que ele tem uma jornada para cumprir, e sempre que ele falha nessa jornada volta para o início dela, reencontrando NPCs, que até mesmo falam que você já passou por ali.

E é nessa loucura de morre e volta que se baseia o jogo, como um bom jogo roguelike as fases são sempre geradas de forma procedural, ou seja, o percurso de cada estágio muda conforme você vai voltando, isso ajuda para o jogo não se tornar muito enjoativo.  E realmente faz sentido morrer no jogo, pois conforme vamos jogando, vamos coletando mais células, que é a moeda do jogo, e essas células são usadas para adquirir power ups, como mais frascos de vida, ou uma melhora nas armas que você vai iniciar a run.

5bc1c88e_9570173.jpg (398×224)

Falando em armas, este é um ponto bem legal do jogo, pois, existe uma infinidade de armas, e formas de jogar. Você pode optar por montar uma build voltada para a força, estratégia ou sobrevivência, e existem armas e itens que se adaptam melhor para cada um desses atributos, então estamos falando de arcos, espadas, lanças, bombas, torretas, armadilhas, etc. E tudo faz sentido no jogo, pois dos inimigos nós conseguimos novos projetos de itens, e com as células nós vamos liberando estes itens para utilizar na run.

Entregando as células para o Colecionador

Queria falar agora um pouco do aspecto metroidvania do game. Quando iniciamos a jogatina logo notamos que existem áreas de cada fase que não conseguimos acessar, e para isso foi criado um conceito de runas. Estas runas lhe dão possibilidades de acessar estas novas áreas, seja por conta de conseguir quebrar o chão, ou até mesmo escalar uma parede. E esta runa, mesmo depois que morre, permanece com você, ou seja, você vai iniciar um nova run, com a possibilidade de acessar novas áreas e isso vai te deixar mais forte.

Considerações Finais

Dead Cells está facilmente na lista de melhores jogos de ano de 2018 para mim, por conta de todo um sistema que foi desenvolvido dentro dele, estamos falando de um jogo que possui poucas fases, porém o fator de replay dele é quase infinito, pois quando você joga, dá vontade de pegar todas as runas, todos os projetos, chegar no boss final por todos os caminhos possíveis, e isso facilmente pode render umas 30 ou 40 horas de jogo.

Gravamos 2 vídeos para o nosso canal do youtube, e a ideia é ir gravando conforme eu for jogando mais.

Por enquanto é isso pessoal e até a próxima!

About Leandro Lambertini

Nerd caipira do interior de São Paulo, aspirante a músico, amante do cinema e dos games.

Leandro Lambertini

Nerd caipira do interior de São Paulo, aspirante a músico, amante do cinema e dos games.