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Como surgiu os aparelhos de trapaça nos Vídeo Games?

Nesse clima de primeiro de abril, vamos relembrar dos trapaceiros rs…

Os primórdios dos códigos

Desde o surgimento dos games, os programadores tentavam colocar brincadeiras e coisas secretas nos games, como foi o caso do primeiro Easter Egg dos games.

Mas não eram só detalhes ou brincadeiras, alguns embutiam códigos, seja para testar o funcionamento de algum game (Debug Mode). Um exemplo famoso desse tipo, é a série Sonic The Hedgehog, onde era possível fazer o código e transformar o ouriço e testar objetos e posicionamentos da tela.

Outros tipos de código, eram para testar funcionamentos das fases, como por exemplo, o programador acertou um detalhezinho na fase 10, imagine ter que passar as 9 fases para testar o funcionamento ideal? E se apenas tivesse um código para pular de fase?

Além desses códigos, um dos que ficaram famosos, foi o Konami Code, que era um código padrão que a Konami usava em seus games, que consistia em ↑ ↑ ↓ ↓ ← → ← → B A (Cima, Cima, Baixo, Baixo, Trás, Frente, Trás, Frente, B e A).

Com a popularização dos códigos, alguns gamers estavam buscando alternativas para zerar games impossíveis (Ninja Gaiden? Contra? Battletoads? rsrs).

Surge o Game Genie

O Game Genie veio com um intuito de trazer códigos de maneira fácil aos jogadores, sendo que começou com o Nintendinho. Basicamente era um cartucho que tinha uma entrada para você colocar o game que gostaria de jogar.

Game Genie para o Nintendinho

Ao ligar o vídeo game por exemplo, com um cartucho do Super Mario plugado no Game Genie plugado no Nintendinho, era mostrado uma tela para inserir os códigos no jogo, ao confirmar os códigos o game iniciava.

Cada cartucho do Nintendinho armazenava informações na memória do console, como o número de vidas, o nível, os itens, dentre outras informações (em programação são as variáveis). Os usuários então do Game Genie, começavam uma “tentativa e erro”, achando o rastro de endereço da memória, e colocando a nova informação, por exemplo, supondo que o número de vidas, estivesse em 3, com o código hexa decimal, você poderia deixar com 999 vidas e assim por diante. Então ele basicamente funcionava com a localização de uma variável na memória e alteração do conteúdo dessa variável.

O apetrecho foi lançado em 1990, originalmente pela britânica Codemasters, era chamado de Power Pak. Eis que entra a empresa americana Lewis Galoob Toys distribuiu com o nome de Game Genie na terra do Tio Sam.

A treta com a Nintendo

A Big N não gostou da ideia do Game Genie, inclusive tudo que saia para o NES, tinha que passar por uma aprovação da Nintendo, que recebia aquele “Selo de Qualidade”, para garantir que não houvesse uma queda na indústria como foi com a Atari. Mesmo sem o selo, a Galoob vendia o apetrecho, até que a Nintendo processou a Galoob em 1991.

A Nintendo acusava que a Galoob modificava os jogos, infringindo os direitos autorais dos criadores de jogos. Acontece que os tribunais norte americanos ficaram ao lado da Galoob, que em sua defesa alegava que o Game Genie aprimorava os jogos, mas não substituía eles. Portanto, o jogador precisaria do cartucho original para usar o acessório, e isso não afetava o mercado de games.

Para se ter um outro exemplo, a SEGA licenciou o Game Genie para o Mega Drive com seu selo de qualidade.

Game Genie para o Mega Drive

Action Replay

O Action Replay, surgiu quase na mesma época que o Game Genie, chamado de Game Action Replay, porém ele contava com alguns recursos a mais, como um Save State, além de poder alterar características dos games como deixar mais lento.

Porém, para instalar ele no Nintendinho, era preciso abrir o console e perder a garantia. Além do que, essas alterações em características, podiam danificar o funcionamento do game.

Acho que a última versão que vi (pessoalmente) do Action Replay era uma para o Sega Saturn, que inclusive simulava a memória RAM extra para jogos como a série The King Of Fighters.

Action Replay para o Sega Saturn

Game Shark

Talvez o mais famoso entre as ferramentas de trapaça aqui no Brasil, o Game Shark é um acessório que funciona similar ao Game Genie, e aqui no Brasil era popular devido ao Playstation e ao Nintendo 64.

Sendo que no primeiro, era plugado em uma porta serial atrás do modelo Fat, ou para quem tinha o Slim, existia também CDs comprados em barracas que já continham vários códigos.

Game Shark

Para o Nintendo 64, era um cartucho que você colocava entre o Nintendo 64 e entre o seu cartucho.

Outro detalhe que fez ele ficar famoso, foi com os emuladores de Game Boy, onde era possível adicionar códigos para capturar pokémons lendários, shiny, etc.

Códigos atualmente

Apesar de alguns desenvolvedores embutirem ainda códigos em seus games, através dos sistemas de Conquistas e Troféus, os jogadores se distanciaram dos truques da década de 90 e partiram para enfrentar os games, talvez também pelo amadurecimento dos jogadores.

Mas lembram que a Nintendo perdeu o processo para a Galoob? Pois bem, isso incentivou alguns modders a modificarem games, e não apenas modificações pequenas como skins, ou vidas infinitas, modificando até expondo partes íntimas de personagens femininas em games, ou até alterando a performance, e isso é preocupante para a comunidade de eSports.

Tudo isso pode afetar a jogatina, como por exemplo, pessoas ou empresas que vendem itens em algum game de maneira ilícita, mascarando atividades ilegais (lavagem de dinheiro? tráfico? ou apenas o dinheiro da pizza? rs).

Game Genie da Hyperkin

Além disso, a Hyperkin lançou novamente o Game Genie para Nintendo DS e Playstation 3, além de quererem lançar para futuras plataformas, porém eles deixaram bem claro que possuem uma regra de ouro, jamais entrar e fazer cheats em jogos online.

Observações

  • Existiram alguns outros acessórios, um que ficou famoso até nos Estados Unidos era o Code Breaker da Pleican Acessories.
  • Atualmente a marca Game Shark pertence ao grupo Mad Catz, que transformou o aparelho de códigos, para um armazenador de games. A última versão vista foi para o Playstation 3.
  • O Action Replay foi criado pela Datel, sendo que ele teve versões para inúmeros consoles, o último catalogado foi o Nintendo Wii.
  • A Galoob detentora dos direitos do Game Genie, foi adquirida pela Hasbro.

E você, o que achou de tudo isso? Deixe nos comentários.

Referências:
mentalfloss.com
gamespot.com
segaretro.com

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Abraços pessoal, até a próxima.

About Daniel Atilio

Analista e desenvolvedor de sistemas. Técnico em Informática pelo CTI da Unesp. Graduado em Banco de Dados pela Fatec Bauru. Entusiasta de soluções Open Source e blogueiro nas horas vagas.

Daniel Atilio

Analista e desenvolvedor de sistemas. Técnico em Informática pelo CTI da Unesp. Graduado em Banco de Dados pela Fatec Bauru. Entusiasta de soluções Open Source e blogueiro nas horas vagas.

3 comentários em “Como surgiu os aparelhos de trapaça nos Vídeo Games?

  • 1 de abril de 2019 em 19:39
    Permalink

    Excelente artigo. Parabéns pelo trabalho informativo.

    Resposta
    • 1 de abril de 2019 em 19:43
      Permalink

      Obrigado Vaneberg, se tiver sugestões pode mandar jovem. Um grande abraço.

      Resposta
  • 24 de abril de 2019 em 00:03
    Permalink

    Na era Sega vs Nintendo sempre fui fã da Sega mesmo…a nintendo reclamava de tudo e queria processar a todos, não podia nem usar o boné do Mario e a nintendo chiava. Na verdade só usei game genie através de Emuladores…lembro que um amigo meu comprou o tal de GenieCom, não era qualquer um que tinha esse tipo de video game na época, na verdade tudo naquele tempo era caro…cheguei mesmo a ver uma revista de gamegenie só dicas, lembro!!!! Usei código no jogo Batman do nes onde pude explorar partes do cenário… onde com o pulo normal ele não alcançava…então coloquei um código para super pulo, muito bom para a época!!!! Bons tempos!!!!

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