A evolução do salvamento nos games

Hoje temos o salvamento automático, mas como foi a evolução dos saves (nos consoles), você se lembra?

Como era nos primórdios dos games

Nos primórdios dos consoles, os games basicamente eram competitivos, e assim os jogadores queriam mostrar seus talentos de quem era o melhor, e jogos como Pong foram se popularizando entre os players.

Mas com o avanço da tecnologia (assim como nos arcades e computadores), os jogos foram ficando maiores, e surge uma questão nos consoles, como realizar o salvamento de um progresso do jogo?

Surgem os passwords

Então no começo da década de 80, mais precisamente em 1983, surge o primeiro game a utilizar senhas de progresso, ou as famosas passwords. O game era Survival Island para o Atari 2600.

Tela de password no Survival Island

Esse recurso, consistia em criar senhas que o jogo interpretasse e pudesse voltar a um ponto em que o jogador pudesse continuar com a jogatina.

As senhas poderiam ser de dois tipos:

  • Senhas do tipo Level: São senhas geralmente simples que armazenam informações como número de vidas ou a fase atual que o jogador se encontra
  • Senhas de estado de jogo: São senhas mais elaboradas, além de coisas básicas (como citadas acima), também pode guardar tipos de arma, munições, atributos do jogador, etc

Logo os passwords começaram a se tornar popular entre os gamers, sendo que jogos como Metroid e Kid Icarus da Nintendo ajudaram na sua popularização.

Logo vimos games como Mega Man, Top Gear, Beavis and Butthead e inúmeros outros utilizarem esse recurso, se estendendo até mesmo ao primórdio da geração 32 bits (o primeiro Crash Bandicoot é um exemplo).

Tela de password do Mega Man X

Nasce o salvamento nos cartuchos, através de baterias

Mas algumas empresas queriam mais, e pensaram em formas de se fazer o game salvar automaticamente no cartucho.

Eis que a Nintendo ao lançar The Legend Of Zelda em cartucho, inseriu dentro dele uma pequena bateria, que “enganava o jogo”, e assim ao desligar, o progresso que estava na bateria, falava para o interpretador do Nintendinho, que o game estava naquele ponto, e isso mudou a indústria mais uma vez.

Antes dele, ainda é creditado um game que utilizou algo parecido, o Pop & Chips de 1985, para o obscuro Super Cassette Vision.

Logo, isso estava se tornando padrão nos games, não somente nos 8 Bits, mas na geração seguinte. Games como Super Mario World, Donkey Kong Country, Sonic 3 e vários RPGs desfrutavam dessa bateria que poderia armazenar o salvamento do game.

Cartucho aberto do N64

Esse recurso (com exceção de consoles portáteis), foi amplamente usado até o último console popular em cartuchos (Nintendo 64).

Mas as baterias também possuíam problemas, e em alguns casos dependendo de seu uso, o game não gravava mais, ou poderia ter o salvamento apagado.

Além do que, os cartuchos não seriam usados pra sempre, pois estava chegando os CDs no mercado.

Os CDs avançam, mas a limitação do save, como fica?

Conforme a evolução das mídias andava, os consoles começaram a acompanhar, e os primeiros consoles em CD começam a surgir.

Mas com o save sendo colocado em uma bateria no cartucho, e os passwords sumindo pouco a pouco, como fazer para salvar o game?

A SEGA com seu SEGA CD, lança no mercado o SEGA CD Back Up RAM Cart, para fazer o salvamento dos dados em um cartucho.

Cartucho do Sega CD, salvamento externo dos cds

Outras empresas foram adotando alguns padrões, mas a SNK veio com uma inovação em seu Neo Geo CD, o Memory Card, que podia ser plugado no console e salvo os progressos dos games.

Esse pequeno objeto foi popularizado pelo Playstation, onde não somente servia para salvar, sendo que muitos iam para casa de amigos ou até locadoras, mostrando aquele save raro rs.

Nesse ponto, as empresas começam a investir em unidades de memória externa, e a SEGA trouxe uma ótima alternativa, o VMU, que além de ser um Memory Card, servia como um mini game com alguns joguinhos dependendo dos games que você tinha salvo (como um Tamagotchi com Chao do Sonic Adventure). A Sony até tentou copiar a ideia com um PocketStation, mas não vingou.

Outro ponto interessante dos Memory Cards, era que nos Arcades, em alguns deles, existia uma porta para inserir e assim você poder usar o salvamento do console, isso aconteceu em games como o arcade de F-Zero (Gamecube), e o arcade de Dance Dance Revolution (Playstation 2).

Memory Card do N64, Saturn e PS1

Salvamento interno deixam Memory Cards obsoletos

Quando o primeiro Xbox chegou ao mercado, ele até tinha os acessórios de Memory Card (inclusive o Xbox 360 também), mas o console trouxe algo a mais no mercado, uma unidade de armazenamento interno.

Esse disco rígido era de 8 GB, e além de poder executar games que necessitavam de memória extra (como Half Life 2, Far Cry, entre outros que ficaram exclusivos do console), agora era possível salvar o game direto no seu HD, sem precisar de acessórios extras.

Xbox, primeiro console com disco rígido interno

O Playstation 2 também suportava discos rígidos, através de um acessório opcional.

Então para se ter uma ideia dessa evolução, antes os games não salvavam, então surge saves em KB em bateriais, depois a evolução nos traz games com cada mais detalhes em salvamento. Imagine por exemplo, um arquivo do GTA, o quanto de informações não tem (progresso, missões secundárias, colecionáveis, armas, roupas, etc). Existe alguma forma de evoluir ainda mais o salvamento nos consoles?

Salvamento na nuvem salvando vidas

O Xbox 360 em 2005 deu um salto na Xbox Live, não só na questão multiplayer, mas trazendo loja e outros componentes. As assinaturas começam a ficar populares, e assim a Sony também lança a PSN, plataforma utilizada pelo Playstation 3.

Ambas as empresas em 2011 lançam um serviço para salvamento dos games online, ou seja, se seu console quebrar, você decidir vender, ou qualquer coisa que aconteça… Se um dia você voltar a jogar, o game vai continuar de onde parou.

Playstation, usando potencial da nuvem

Claro que se o salvamento corromper, aí não tem muito o que fazer (sim já aconteceu comigo ¬¬ rsrs). Mas paramos um pouco para pensar, nos últimos 30 anos tivemos passwords, baterias, memory cards, salvamento interno, etc…

Notem como a evolução tecnológica afeta algo que para gente hoje é simples, o que antes precisava de caneta e papel para ser marcado um progresso, agora ao ver o símbolo de salvamento automático, o progresso está indo para uma nuvem que pode ser acessada quando necessitar.


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Referências:


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Abraços pessoal, até a próxima.

About Daniel Atilio

Analista de sistemas e blogueiro nas horas vagas. Pode ser encontrado jogando Tetris por ai.

One thought on “A evolução do salvamento nos games

  1. Sinceramente esse jogo do Atari eu não conhecia, vou atrás dele: Survial Island!!!!! Utilizei muito passwords e saves em determinados jogos: Prince of Persia do snes, a série mega man e alguns jogos atuais. Não gosto mesmo é daquele recurso função ‘rebobinar’ para rever gameplay em que muitos usam para voltar e corrigir a jogada em determinados jogos: jogos de corrida e vi até mesmo pessoas jogando no XBOX o game Batletoads versão 8 bits utilizando esse recurso para zerar esse clássico como dizem. O save mesmo foi feito na real para jgos gigantes em tempo e em dificuldades, acredito. A galera dos games de RPG são os que mais utilizam e…são poucos os jgos que vc zera em um dia. Teve uma evolução e tanto!!!! valeu galera gamer!!!! Bons tempos de antigamente!!!!

    1. Pode crer jovem, geralmente as coletâneas de hoje, como a do Street Fighter Collection, vem com esse recurso do Save State e Load State, que você cita no comentário.
      Mas naquela época que não tinha esse recurso, era na munheca mesmo, rsrs…
      Grande abraço jovem.

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